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Wrong Close Fashion: Moschino e a Coleção Tarja Preta

Antes de me bater, saiba que eu curto Jeremy Scott, eu gosto dele. 

Eu acho ele, no mínimo ousado e divertido. Eu gosto de pessoas ousadas e divertidas

Mas, isso rendeu a ele o título de o Sr. Piada do Mundo da moda.

Seja na Moschino, seja na sua linha própria, ele fez as pessoas desfilarem por aí usando roupas com temáticas do McDonald’s, e vendeu a rodo.

Eu tenho duas peças Moschino, porém, muito mais seletiva que sou, são: uma mochila do Super Mario Bros #Nerd & um vestido com temática de gráfite, (desculpem amigos, mas não sairia com a bolsa de mc lanche feliz, não me agradou!)

Mas, eu acredito na moda livre: cada um veste e usa o que quiser! Seja LIVRE!

Depois, ele lançou outra coleção que deu babado: com temática de cigarro. “Fumar mata”, famoso slogan da campanha anti-tabagismo, virou “Moda mata”.

Só que cara, a última agora se mostrou problemática:

 Jeremy lançou uma com estampa de cápsulas de remédios. Mais do que isso, há camisetas e bolsinhas que reforçam que as pílulas em questão são aquelas mesmas de venda restringida, apenas conseguidas com receitas. Os famosos Tarja Preta

Eu, sinceramente achei que com a conscientização existente hoje sobre a importância de informar e desmistificar as doenças psicológicas, essa onda de glamorizar remédio tarja preta na moda tinha passado! (Só que não!, aíiiii que preguiça Jeremy.)

Vamos lá, a Tia vai explicar pra quem vive na bolha porque isso é um vespeiro:

moschino-capsule-collection

 

Os Jovens e adultos se viciam nesses remédios no mundo inteiro, e assim se banaliza a real necessidade de uso sobre quem realmente precisa ou não tomar.

No Brasil, os remédios Tarja Preta vendem mais que remédio para Hipertensão ou Diabete, contrariando a máxima que os remédios para males da obesidade sejam os mais vendidos.

11697494_7871872_1000Nos EUA foi divulgado que o número de mortes por overdose de remédios tarja-preta triplicou nos últimos 14 anos. Já o número de mortes decorrentes de vício em opiáceos e analgésicos de venda controlada quase quadruplicou no mesmo período.

Randy Anderson, conselheiro de um centro de reabilitação norte-americana se pronunciou imediatamente. Randy organizou abaixo-assinado online e entrou em contato com a Moschino, a Saks Fifth Avenue e a Nordstrom pedindo a exclusão dos itens das lojas.
“Parece que vocês não estão cientes de que o nosso país está no meio de uma epidemia severa de vício em opiáceos e mortes por overdose – reconhecida pelo governo federal como a pior epidemia de drogas da história dos Estados Unidos”, escreveu Randy Anderson em suas cartas. “De acordo com o Centro de Controle de Doenças, em 2014 foram mais de 47.055 mortes por overdose acidental, com 29.467 ligadas a opiáceos, que incluem analgésicos controlados e heroína. A morte por overdose de drogas é a causa principal de morte acidental nesse país”, concluiu.

Claro, que as marcas se beneficiam imensamente com essas polêmicas, mas, até onde vale a pena explorar um problema desse âmbito pra gerar polêmica e o famoso “Falem de mim?”

WRONG CLOSE, BABY, WRONG CLOSE.

E eu gosto de você Jeremy.

 

 

juliana

A correria dentro da cabeça de uma garota interessada em POPCulture, arte, moda e educação.

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