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Tem assuntos que causam desconforto, I know, I know.

Como o fato de ninguém postar milhares de hashtags #somostodoshaiti, após, na terça dia 04/10, um furacão ter atingido o Haiti com ventos fortes,  deixando em seu caminho milhares de casas destruídas, cidades inundadas e um saldo de quase 900 mortos.

Por que o mundo não se comoveu?

Por que a gente fala mais sobre o assalto da Kim Kardashian? (Não estou dizendo, que ela é menos humana, mas pelo amor de Deus, 900 vidas.)

Não, quero com isso levantar polêmica, mas, só que paremos pra pensar sobre uma problemática existente: Luto Seletivo, e porque ele existe.

Primeiro vamos as questões históricas:

O Haiti é o país mais pobre das Américas, porém uma coisa tem que ficar muito clara: foi o primeiro país a abolir a escravatura, a partir daí teve que pagar mundos e fundos para França, sua antes colonizadora, para se libertar, após essa ocorrência o Haiti foi invadido diversas vezes pelos EUA por força militar, se tornando assim um país muitíssimo pobre. Valeu, grandes potências.

Luto seletivo:

Por que selecionamos tanto na imprensa, quanto popularmente os assuntos que merecem atenção?

Por que a imprensa mundial fala muito mais do medo do furacão chegar até os EUA, do que do fato de 900 vidas terem sido ceifadas?

Por que popularmente preferimos dar desculpas do que encarar o fato de que quando se trata de países pobres e de população predominantemente negra a gente simplesmente não encara com a mesma importância?

Se as mortes tivessem sido na Alemanha, ou em Paris? Como estaríamos nos colocando diante disso?

Daqui uns dias, esse assunto estará totalmente esquecido, a notícia de maior “boom” que ouvi sobre foi: “Shakira doa dinheiro para…”,

Um outro questionamento: Você brasileiro já parou pra se perguntar como está a cida de Mariana em MG, depois do rompimento da barragem de Fundão, o maior desastre ambiental já registrado no país???

Isso é Luto Seletivo.

Selecionar quais causas merecem comoção, e quais pessoas não são vistas como humanas.